segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Empatia é Sensibilidade

Nem sempre o mundo que percebemos é aquele que partilhamos. Em maior ou menor grau vivemos todos afastados da realidade, constantemente brigando para saber quem são o antenado e o alienado de uma discordância. Tendemos a ignorar que ambos podem ter sua cota de enganos, ou pior, negamos a importância de entender a impressão que o próximo tem do mundo quando ela nos parece desalinhada com o que acreditamos que seja real.

Em qualquer tipo de comunicação existe aquilo que é dito, a mensagem em si, e aquilo que é compreendido. Nem sempre eles são a mesma coisa. Para transmitir uma mesma mensagem, o que é dito constantemente deve mudar em função daquilo que é compreendido. Ou seja, para espalhar uma única idéia, todo discurso deve mudar de acordo com quem ouve.

Antes de desconsiderar qualquer afirmação que nos pareça absurda ou ignorante, devemos parar um instante e pensar porque aquela pessoa teve aquela idéia. Por outro lado, se nos sentirmos impelidos a dividir uma opinião, precisamos interpretar como seus interlocutores podem reagir a essa idéia. Só os egocêntricos são insensíveis demais para entender esse recado.

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